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Archive for the ‘I Ching’ Category

cincomovimentoschinesesHoje finalmente juntaremos tudo o que vimos nas aulas anteriores (Yin Yang, Cinco Movimentos – Parte 1, e Cinco Movimentos – Parte 2). Para dar um breve resumo, vimos que o Yin Yang nada mais mostra do que a relação de luz e sombra formada pelo movimento do Planeta Terra ao redor do Sol, produzindo as Quatro Estações do Ano. Mas apenas o Yin e o Yang são insuficientes para nos indicar todos os padrões energéticos do mundo. Então os antigos chineses desenvolveram a Teoria dos Cinco Movimentos (Cinco Elementos). (mais…)

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yinyangaoikuwanNa aula anterior, vimos que os cinco movimentos (cinco elementos) chineses tiveram suas direções definidas com base no Hotu, o Diagrama do Rio Amarelo, na posição dos cinco planetas (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) no céu.

Também falamos sobre a origem do Yin Yang na primeira aula que iniciou esta série. Agora está na hora de colocar essas duas lições em conjunto para seguirmos para a próxima etapa. (mais…)

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Muito se fala em “cinco elementos” chineses nestas bandas ocidentais. Junto com os princípios básicos do Tao, a Teoria dos Cinco Movimentos é basilar para a Medicina Tradicional Chinesa, I Ching, Astrologia Chinesa e Feng Shui. Apesar de sua importância, poucos são aqueles que conseguem compreender seu conceito. Para começar, não se tratam de “elementos”, mas sim de movimentos. Hoje veremos o que isso realmente significa. (mais…)

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O I Ching é um oráculo diferenciado. Ao contrário de outras formas de consulta oracular, que medem a energia de determinado momento e fornecem uma leitura ampla de determinado lapso temporal (passado-presente-futuro), o I Ching é preciso em relação à determinada questão.

Indo direto ao ponto, o I Ching relata a situação em que o consulente está passando e fornece indicações do seu desenrolar até acontecer a mutação. Essas indicações tanto podem ser conselhos para se chegar ao objetivo, para se evitar obstáculos, ou simplesmente indica que a situação está fora do consulente, e que deve se esperar o fluir do tempo, a passagem das estações, até que a mutação finalmente ocorra. (mais…)

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Esse hexagrama indica o período em que a transição da desordem à ordem ainda não se completou. A transição já está, sem dúvida, preparada, uma vez que todas as linhas do trigrama superior encontram-se em relação com as do trigrama inferior. Mas elas ainda não se encontram em seus devidos lugares. Enquanto o hexagrama anterior assemelha-se ao outono, que realiza a transição do verão para o inverno, este hexagrama é como a primavera, que conduz da estagnação do inverno à fertilidade do verão. O Livro das Mutações termina, então, com essa perspectiva cheia de esperança.

 

JULGAMENTO

ANTES DA CONCLUSÃO. Sucesso.

Porém, se a pequena raposa,

quase ao completar a travessia,

deixa sua cauda cair na água,

nada será favorável.

As condições são difíceis. A tarefa é grande e cheia de responsabilidade. Consiste em nada menos que conduzir o mundo da confusão de volta à ordem. Mesmo assim é uma tarefa que promete sucesso, já que existe um objetivo capaz de reunir as forças divergentes. Porém, ao início é necessário caminhar com toda cautela, como uma velha raposa andando sobre o gelo. Na China, a cautela da raposa ao cruzar o gelo é proverbial. Seus ouvidos estão sempre atentos ao menor estalo de gelo partindo-se, enquanto procura, cuidadosa e intensamente, os lugares mais seguros. Uma jovem raposa que ainda desconhece essa prudência avança audaciosa e pode cair n’água pouco antes de completar a travessia, molhando assim sua cauda. Então, é claro, todo esse esforço terá sido inútil. Por isso, no período que precede a conclusão os pré-requisitos do sucesso são reflexão e cautela.

 

IMAGEM

Fogo sobre a água: a imagem das condições ANTES DA CONCLUSÃO.

Assim, o homem superior é cauteloso ao diferenciar as coisas,

para que cada uma ocupe o lugar que lhe é próprio.

Quando o fogo, que por sua natureza queima para o alto, está acima, e a água, cujo movimento natural é descendente, está embaixo, seus efeitos divergem e não se relacionam. Para que se possa obter um resultado, é necessário primeiro analisar a natureza das forças em questão, e qual a posição que lhes corresponde. Se essas forças forem exercidas a partir do local adequado, produzirão os efeitos desejados, e a “conclusão” será alcançada. Porém, para que o homem possa manejar corretamente as forças externas, é necessário, antes de tudo, que ele próprio chegue ao ponto de vista acertado, pois só a partir desse posicionamento poderá agir da forma certa.

 

LINHAS

Seis na primeira posição significa:

Ele mergulha sua cauda na água.

Humilhante.

Em épocas de desordem o homem é tentado a pressionar, procurando adiantar-se de modo a realizar algo que seja visível. Mas esse entusiasmo não conduz senão a fracassos e humilhação, pois ainda não é chegado o momento de agir. Nessas épocas é prudente se procurar manter uma atitude reservada, evitando-se, assim, a humilhação do fracasso.

Nove na segunda posição significa:

Ele freia suas rodas.

A perseverança traz boa fortuna.

Aqui também o momento para agir ainda não chegou. Mas a paciência que se requer não é a de uma espera indolente, inconsciente, do amanhã. Caso se mantenha essa atitude, não se chegará a qualquer êxito. Ao contrário, o homem deve procurar desenvolver em si mesmo a força que lhe possibilitará ir adiante. É como se, para completar a travessia, fosse necessário um veículo que, no momento, ainda se deveria manter freado. A paciência, no sentido mais elevado, significa frear a força. Por isso o homem não deve se deixar adormecer, perdendo de vista o objetivo. Se ele se mantiver forte e constante em sua decisão, tudo ao final acabará bem.

 

Seis na terceira posição significa:

Atacar antes da conclusão traz infortúnio.

É favorável cruzar a grande água.

O momento da transição chegou, mas não se dispõe da força necessária para completar a travessia. Tentar forçá-la seria desastroso, pois a queda seria então inevitável. O que se deve fazer? É preciso criar novas condições, recorrer à energia de auxiliares competentes e, com essa cooperação, dar o passo decisivo — cruzar a grande água. Então será possível concluí-la.

 

Nove na quarta posição significa:

A perseverança traz boa fortuna.

O arrependimento desaparece.

Comoção, para castigar a terra do diabo.

Durante três anos grandes reinos serão dados como recompensa.

Este é o momento da luta. A travessia deve ser completada. Fortalecer sua decisão traz boa fortuna. Num período tão grave de lutas é necessário silenciar toda e qualquer dúvida que possa surgir. Trata-se de um combate feroz para subjugar e castigar a terra do diabo, as forças da decadência. Mas a luta tem também sua recompensa. Agora é o momento de consolidar as bases de um poder e domínio para o futuro.

 

Seis na quinta posição significa:

A perseverança traz boa fortuna.

Nenhum arrependimento.

A luz do homem superior é verdadeira.

Boa fortuna.

A vitória foi conquistada. O poder da constância não fracassou. Tudo correu bem. As dúvidas foram superadas. O sucesso justificou a ação. A luz de uma personalidade superior brilha novamente; sua influência se faz sentir entre aqueles que crêem nela e se reúnem à sua volta. Um novo tempo começou e com ele a boa fortuna. Assim como o sol brilha com redobrada beleza após a chuva, ou como a floresta cresce ainda mais verdejante após as cinzas de um incêndio, assim também a nova era parece mais gloriosa pelo contraste com a miséria do período que passou.

 

Nove na sexta posição significa:

Bebe-se vinho em plena confiança.

Nenhuma culpa.

Mas se ele molha sua cabeça,

perderá essa confiança.

Antes da conclusão, no despertar da nova era, um homem se reúne com seus amigos numa atmosfera de confiança mútua e, enquanto transcorre o tempo da espera, eles bebem vinho. Como se está já no limiar da nova era, isso não é motivo de culpa. Mas é necessário cuidar para manter-se dentro dos limites adequados. Se numa exaltação de alegria ele se exceder na bebida, perderá, por sua falta de moderação, as condições favoráveis do momento.

Nota: O hexagrama APÓS A CONCLUSÃO representa a transição gradual de uma época de desenvolvimento e apogeu cultural para uma época de estagnação. O hexagrama ANTES DA CONCLUSÃO representa a transição do caos à ordem. Surgindo ao final do Livro das Mutações, este hexagrama mostra que todo término dá lugar a um novo início; assim transmite ao homem esperança. O Livro das Mutações é um livro do futuro.

 

Fonte: Richard Wilhelm – I Ching

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Esse hexagrama é um desenvolvimento do hexagrama T’ai, PAZ (11). A transição da desordem à ordem completou-se, e agora todas as coisas se encontram em seus devidos lugares, até mesmo em detalhes. As linhas fortes estão nas posições fortes, as linhas fracas, nas posições fracas. Esse é um aspecto muito favorável e, no entanto, é ao mesmo tempo um motivo para preocupação. Pois é exatamente quando se alcança o equilíbrio perfeito que qualquer movimento pode levar à desordem. A linha forte que se dirigiu para o alto, conseguindo assim a completa ordem nos detalhes, é seguida por outras; cada uma dessas linhas se move de acordo com a sua natureza e, de repente, reaparece o hexagrama P’i, ESTAGNAÇÃO (12). Portanto, o presente hexagrama indica as condições de uma época de apogeu, a qual requer a mais extrema cautela. (mais…)

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No hexagrama 28, PREPONDERÂNCIA DO GRANDE, as linhas fortes predominam e encontram-se no interior, encerradas entre duas linhas fracas, uma ao início e outra ao final. No presente hexagrama, são as linhas fracas que predominam, embora aqui também elas estejam no exterior e as linhas fortes permaneçam no interior. Nisso justamente consiste o caráter excepcional da situação indicada pelo hexagrama Quando as linhas fortes estão no exterior, têm-se o hexagrama I, A NUTRIÇÃO (27), e o Chung Fu, VERDADE INTERIOR (61). Nenhum deles se refere a uma situação de exceção. Quando as linhas fortes estão em maioria no interior do hexagrama, elas impõem sua vontade. Isso dá origem a lutas e a condições excepcionais em geral. Mas no presente hexagrama é o elemento fraco que, por força das circunstâncias, terá de servir de mediador com o mundo externo. Quando um homem ocupa uma posição de autoridade para a qual ele é por natureza realmente inadequado, uma extraordinária prudência é necessária. (mais…)

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