Yantra, palavra em sânscrito que significa “instrumento”, é um desenho geométrico que opera como uma ferramenta altamente eficiente para a contemplação, a concentração e a meditação. Mandala, por vezes traduzida como “círculo” ou “essência”, é uma representação gráfica muito mais detalhada do que o Yantra, traduz em si o universo espiritual, de seus milhares reinos e divindades, e é utilizada como um poderoso auxílio para a meditação e a concentração.
Os Yantras fornecem um ponto focal que serve de janela para o absoluto. Quando a mente está concentrada em um único objeto único e simples – no caso, o Yantra – a vibração mental cessa, até que este objeto é descartado quando a mente consegue permanecer vazia e silenciosa sem ajuda. A Mandala atua da mesma forma, auxiliando o praticante a alcançar níveis mais profundos do inconsciente durante suas práticas meditativas.
Yantras e Mandalas são manifestações do terceiro mistério do San Mitsu, a Mente, que está relacionado com a atividade da visualização. Yantras e Mandalas são representações microcósmicas do macrocosmo, e a sua visualização ativa essa energia, colocando seu praticante em contato com ela.
A formação de mandala mais conhecida no Japão é a Ryoukai Mandala, traduzida como “Mandala dos Dois Mundos”. Ela é composta por duas mandalas separadas, que quando em conjunto representam as principais imagens de devoção do Budismo Esotérico. São elas: Taizoukai, ou Mandala do Ventre do Mundo; e Kongokai, ou Mandala do Mundo de Diamante.
Ainda hoje, em muitos templos Shingon e Tendai, as duas grandes mandalas são normalmente montadas em telas de madeiras. A mandala do leste é a Kongoukai Mandala, e a do oeste é a Taizoukai Mandala. A Kongoukai Mandala representa o Buda cósmico ou transcendental (Dainichi Nyorai), enquanto que a Taizoukai Mandala representa o mundo dos fenômenos físicos, a manifestação física de Buda no mundo natural.



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